31 jul. 2026 - atualizado em 2 set. 2026
Por Torge Sistemas
O fim da escala 6x1 está no centro do debate sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil. A proposta mais avançada é a PEC 221/2019, que estabelece até 40 horas semanais, dois dias de repouso remunerado e manutenção dos salários.
O que prevê a proposta?
A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio e está em análise no Senado. O texto prevê uma transição: a jornada cairia de 44 para 42 horas após 60 dias da promulgação e chegaria a 40 horas depois de 12 meses.
A proposta ainda não está em vigor. Para ser aprovada no Senado, precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça e receber ao menos 49 votos em cada uma das duas votações no Plenário.
Argumentos a favor do fim da escala 6x1
Os defensores da mudança associam as jornadas extensas ao aumento do cansaço, de acidentes, de afastamentos e de doenças como ansiedade e burnout. Também argumentam que dois dias de descanso podem melhorar a convivência familiar, a saúde e a qualidade de vida.

Outro argumento é que uma jornada menor pode reduzir a rotatividade e aumentar a produtividade por hora trabalhada. Para esse grupo, os ganhos tecnológicos e de produtividade registrados desde a última redução da jornada, em 1988, também devem beneficiar os trabalhadores.
Argumentos contra o fim da escala 6x1
Representantes empresariais alertam para o aumento dos custos com novas contratações e horas extras. Setores que funcionam durante toda a semana, como comércio, transporte, bares e restaurantes, poderiam enfrentar dificuldades para reorganizar as equipes.

Também há preocupação com possíveis aumentos de preços, perda de competitividade e maior impacto sobre micro e pequenas empresas. Os críticos defendem uma transição mais longa, regras adaptadas a cada setor e medidas que reduzam os custos da mudança.







