Fraudes com empresas regulares somam 22,7 mil casos

O uso de pessoas físicas como “laranjas” já não é o único caminho para dar aparência de legitimidade aos golpes. Fraudes com empresas regulares usam CNPJs ativos, documentação em ordem e até nomes semelhantes aos de marcas conhecidas para conquistar a confiança das vítimas. Levantamento da Acrefi registrou 22.764 ocorrências envolvendo pessoas jurídicas em tentativas de fraude no primeiro semestre de 2026 — média de 125 por dia.

CNPJ regular não é garantia de segurança

Segundo o levantamento, sete em cada dez instituições participantes identificaram casos envolvendo empresas com nomes semelhantes aos de marcas conhecidas ou termos ligados ao setor financeiro. O objetivo é transmitir credibilidade no momento da operação.Outro levantamento da Acrefi, divulgado pelo Diário do Comércio, identificou 19,8 mil CNPJs fraudulentos que foram barrados no primeiro semestre. Em geral, eles haviam sido criados com o uso indevido de CPFs de terceiros. Os criminosos podem utilizar essas empresas para obter crédito, realizar financiamentos ou enganar clientes e fornecedores.

Como o empresário pode reduzir os riscos?

CNPJ ativo e documentação regular, portanto, não bastam para comprovar a legitimidade de uma operação. Antes de negociar ou pagar, é importante conferir os dados da empresa e do beneficiário, desconfiar de alterações inesperadas na forma de pagamento e confirmar cobranças pelos canais oficiais.

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